quarta-feira, 5 de outubro de 2011

A menina que descobriu o tempo. Com cobertor ou lençol estampado?

Andava numa pressa que mal cabia em tempos e passos largos.

Não sabia lidar com o silêncio de uma conversa feita de poucas palavras.

Tinha medo de parar em respiro, pois temia ser engolida pelo próprio sopro.

Arrastava-se madrugadas a fio pensando... enchendo a cabeça de missões e coisas que pertencem ao dia.

Finalmente parou. Permitiu-se desfrutar da novidade do descanso. Da pausa. Da conversa sem palavra. Da caminhada sem tempo. Da cabeça vazia.

Emocionada escutou pela primeira vez a batida de seu coração e o barulho da barriga gemendo de fome.

Sorriu. Leve, deitou-se. Dali em diante degustou dia-a-dia o mundo como fruta doce, deixando-se lambuzar.