Rendada. Estendida. Numa casa de madeira, com cheiro de guardado, ela se põe sobre a comprida mesa da cozinha. Encontro. Passagem. Pratos quentes e frios. Maçãs vermelhas. Sobre ela tudo se deita. Descanso de prato. Talheres. Copos de vidro embaçados. Guardanapos. É chegada a hora do banquete.
sábado, 15 de outubro de 2011
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
A menina que descobriu o tempo. Com cobertor ou lençol estampado?
Andava numa pressa que mal cabia em tempos e passos largos.
Não sabia lidar com o silêncio de uma conversa feita de poucas palavras.
Tinha medo de parar em respiro, pois temia ser engolida pelo próprio sopro.
Arrastava-se madrugadas a fio pensando... enchendo a cabeça de missões e coisas que pertencem ao dia.
Finalmente parou. Permitiu-se desfrutar da novidade do descanso. Da pausa. Da conversa sem palavra. Da caminhada sem tempo. Da cabeça vazia.
Emocionada escutou pela primeira vez a batida de seu coração e o barulho da barriga gemendo de fome.
Sorriu. Leve, deitou-se. Dali em diante degustou dia-a-dia o mundo como fruta doce, deixando-se lambuzar.
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