sábado, 26 de junho de 2010

Manhã de sábado


Acordo encoberta por cobertor azul céu, presente de pessoa querida. É inverno. Está frio lá fora. O sol aparece tímido nesta manhã. Honesto. Generoso. Discreto ocupa uma parte do grande céu azul. Há pessoas caminhando na rua. Crianças e cores. Cachorro latindo. Amores perdidos. Encontros ao acaso. É sábado. Lá fora ainda há o rastro da sexta que passou. Ouço vozes na calçada. Risadas da casa vizinha me visitam. Uns chegam. Outros vão. É tempo de visita. Cheiro de café no quarto. Corpo quente fora da cama. Pão na chapa. Manteiga derrete. Quero leite na xícara verde mãe! Não é xícara, é caneca. Boca larga. Apertado o café se espreme   no fundo preto da caneca não-xícara de boca larga. Engraçada manhã esta que chega. Bem no sábado o despertador toca às oito. Creio que ele não teve uma boa semana. Ansioso ele atropela o tempo. Descansa que ainda é sábado, falo com ele. Ele me ouve. Se cala. Dorme. Eu já desperta levanto. Coloco roupas leves. Mergulho no copo vermelho de água. Broa de fubá. O café da manhã não se colocou hoje à mesa. O convite veio da cozinha. Como. Bebo. Levanto. Lavo. Água fria escorre da pia. Dentes escovo. Passo cor nas maçãs do meu rosto. Saio.

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