De malas arrumadas parti para uma breve viagem. Poucas roupas, água de cheiro e algumas memórias recolhidas em uma caixinha amarela enrolada com uma bela fita dourada. Carrego pequenos rastros e vestígios de imenso amor que colorem e ocupam todos os dias de minha vida. Pessoas queridas, palavras doces e grafias descansadas em cartas antigas que ainda guardo na última gaveta do armário. Antes da partida observo cada canto da casa e despeço-me dos bichos e de toda a gente. Beijo na bochecha de mãe e saio. Abandonada no tempo e no vento, lançando-me ao prazer e desprazer de viver o desconhecido. Não é nada fácil ceder momentos-só para aquilo que tanto se gosta. Mas era preciso olhar de cima o que sempre ao meu lado está. Foi bom. Bonito. Sinto-me agradecida. Aliás, foi essa viagem que me fez entender o que é agradecimento. Palavra viva, manifesta em corpo acordado e que se curva diante do outro na mais pura alegria da carícia. Sentir-se acareciado por aquilo que do outro vem.

LINDO LINDO LINDO!!!!! Como é linda sua expressão, seu jeitinho de escrever....como viajo em suas frases.... ahh prima o livro ahh o livro hein! te amo e post maisssssss tenho sede dos seus textos!!!! Beijosss Vanessa
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