quinta-feira, 7 de abril de 2011

Doce afeto

Entre versos, flores e amores. 
Entre aspas e cascas.
Aponto-me para o imprevisível.
Lanço-me ao delírio.
Gosto do cheiro, do gosto, do calor, do beijo. 
Da chuva que cai, da pipa que aos céus se levanta a balançar junto ao vento numa dança.
Da canoa que no rio navega, da lágrima com sal leve de sabor, do sorriso que em face altera a expressão do rosto. 
Pés por hora no chão por tempos no ar. 
Corpo que ferve em banho. Maria, salve! 
Lavo-me pelas gotas do orvalho suor que d'alma escorre. 
Ao transpirar aspiro vida.
Ao levantar desejo amor.
... amor...
... amor...
... amor...

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