Rendada. Estendida. Numa casa de madeira, com cheiro de guardado, ela se põe sobre a comprida mesa da cozinha. Encontro. Passagem. Pratos quentes e frios. Maçãs vermelhas. Sobre ela tudo se deita. Descanso de prato. Talheres. Copos de vidro embaçados. Guardanapos. É chegada a hora do banquete.
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Coisa breve
Gosto de pensar que as delícias e prazeres breves da vida cabem na justeza de um tempo simples, leve, sem grandes adornos, pretensões e porquês. Um tempo/momento que se faz no amor. Nada mais. E que apesar da rapidez com que vem e logo se desfaz, em mim permanece.
sábado, 15 de outubro de 2011
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
A menina que descobriu o tempo. Com cobertor ou lençol estampado?
Andava numa pressa que mal cabia em tempos e passos largos.
Não sabia lidar com o silêncio de uma conversa feita de poucas palavras.
Tinha medo de parar em respiro, pois temia ser engolida pelo próprio sopro.
Arrastava-se madrugadas a fio pensando... enchendo a cabeça de missões e coisas que pertencem ao dia.
Finalmente parou. Permitiu-se desfrutar da novidade do descanso. Da pausa. Da conversa sem palavra. Da caminhada sem tempo. Da cabeça vazia.
Emocionada escutou pela primeira vez a batida de seu coração e o barulho da barriga gemendo de fome.
Sorriu. Leve, deitou-se. Dali em diante degustou dia-a-dia o mundo como fruta doce, deixando-se lambuzar.
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Um parto para...
Um tanto de folha caída no chão.
Junto-me para não deixar rastros de um corpo frágil e quebradiço.
Sou forte até a última gota
Mas logo que caio desmancho inteira.
Desapareço.
Recolho-me em vida para não perder de vista as cores que me fazem mulher.
Nasci enrugada, gorda e bastante avermelhada.
Temia o escuro e o possível afastamento de minha mãe.
Carregava mochila nas costas e comida de casa na barriga.
Na cabeça pensamentos
No corpo uma felicidade que mal me cabia.
Fui feita de gente.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Balanço
Um pouco de brisa para trazer leves balanços a vida
Sensação de cabelos soltos e risos elásticos
No vai e vem deixo-me ir.
Os pés escapam o chão e caminham em direção ao céu
Meu vestido vermelho cor de laranja esparramado pelo corpo que se lança
Dança, balança, descansa e cansa.
Mal caibo em mim.
Estou destemidamente grande
Incrivelmente pequena para escapar por entre nuvens
Levada pelo movimento do ir e do vir.
Sensação de cabelos soltos e risos elásticos
No vai e vem deixo-me ir.
Os pés escapam o chão e caminham em direção ao céu
Meu vestido vermelho cor de laranja esparramado pelo corpo que se lança
Dança, balança, descansa e cansa.
Mal caibo em mim.
Estou destemidamente grande
Incrivelmente pequena para escapar por entre nuvens
Levada pelo movimento do ir e do vir.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Entre rosas
Logo cedo me fiz manhã. Caminhava por todos os lados à procura de um canto. Encontrei Cartola à beira, entre vestígios de um verde. Rosas, adoro recebê-las. Solitárias ou em buquê. O cheiro que delas vêm logo se faz gosto. Mas por que não falam? Entregam-se. Sem medo de despedaçar.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Doce afeto
Entre versos, flores e amores.
Entre aspas e cascas.
Aponto-me para o imprevisível.
Lanço-me ao delírio.
Gosto do cheiro, do gosto, do calor, do beijo.
Da chuva que cai, da pipa que aos céus se levanta a balançar junto ao vento numa dança.
Da canoa que no rio navega, da lágrima com sal leve de sabor, do sorriso que em face altera a expressão do rosto.
Pés por hora no chão por tempos no ar.
Corpo que ferve em banho. Maria, salve!
Lavo-me pelas gotas do orvalho suor que d'alma escorre.
Ao transpirar aspiro vida.
Ao levantar desejo amor.
... amor...
... amor...
... amor...
Entre aspas e cascas.
Aponto-me para o imprevisível.
Lanço-me ao delírio.
Gosto do cheiro, do gosto, do calor, do beijo.
Da chuva que cai, da pipa que aos céus se levanta a balançar junto ao vento numa dança.
Da canoa que no rio navega, da lágrima com sal leve de sabor, do sorriso que em face altera a expressão do rosto.
Pés por hora no chão por tempos no ar.
Corpo que ferve em banho. Maria, salve!
Lavo-me pelas gotas do orvalho suor que d'alma escorre.
Ao transpirar aspiro vida.
Ao levantar desejo amor.
... amor...
... amor...
... amor...
Assinar:
Postagens (Atom)



