À esperar estou. Sempre. Navegando por entre linhas e linhas de páginas em branco, deixando marcas de minhas impressões do dia. As palavras que me saltam da boca são vestígios de memória boa e coração frágil. Sensível ao vento e ao tempo. Sou bastante ocupada durante os dias enfileirados da semana.
Na segunda renasço para a brancura dos novos dias, desconhecidos ainda ao meus olhos. Porém, sempre carrego pedaços, restos do fim de semana que passou.
Na terça de fato abro os olhos, bem cedinho, logo pela manhã e saio na caça de afazeres perdidos.
Na quarta estou nova em folha. Sinto-me como o verde de uma fruta pré-recolhida do pé. Ainda não muita madura. Já é meio de semana e já me anseio para o fim de semana próximo, que logo em breve chegará.
Na quinta sorrisos já me tomam facilmente. Não temo o dia longo e denso que me espera. Salto da cama, lavos os cabelos, tomo café bom e caminho por cada curva do dia, que termina bem tarde da noite.
Sexta é festa. Mesmo em dias frios e cinzas a sexta é ensolarada dentro de mim. Estampo alegria fresca no rosto, visto minha melhor roupa Rio de Janeiro e saio pelas ruas navegante a desbravar cada curva do imenso mar. Mergulho. Refresco-me. Do nascer até o momento da poente sexta descansar aproveito. Danço, sorrio e brilho alegremente. Sem ao menos me cansar ou arranhar minha voz rouca, herança genética de família.
Abraço o fim de semana que chega. Dou-lhe boas vindas e recebo-lhe com flores colhidas no jardim. Sábados e domingos marcados na lembranças. Registro que não escapa aos olhos do olfato e ao doce sabor de meus olhos. Impressos ficam os fins de semana em minha cabeça. Momentos nascidos de sábados e domingos bem vividos.
Que lindoooooooooooo primaaaa !!!!!!!!!!!!
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